Uma longa pausa nas teorias tam-tam deveu-se a vários factores.
Só preciso de um motivo para retomar a escrita ou continuarei a adiar, adiar, adiar ...
O que está não vai melhorar, ou sendo mais neutral, não vai reverter.
Passam os tempos, passam as gerações, passam as gentes. Mas não deveria, em democracia, haver uma evolução natural, orgânica, respeitando as vontades e velocidades, em vez de algo que é forçado e sem escrutínio?
Há tantas "actualizações" em vigor que não há acções consentâneas nem consequentes com o que se quer, o que se diz, o que se decide. É uma ilusão que haja uma realidade proveniente de liberdade de pensar e agir; que se esteja num processo de desenvolvimento sustentado.
"Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, muda-se o ser muda-se a confiança". Camões no seu tempo foi preciso no entendimento do processo inexorável que Portugal e o Mundo descoberto sofreram no século XVI.
Quinhentos anos passados, com tantas diferenças de permeio, parece haver um sentimento de que o choque e a alteração radical sobre a identidade e cultura serão profundos.
O que sobrará da herança civilizacional portuguesa com tanto senão? Aculturação, desertificação, polarização, guetização, gentrificação, descaracterização, desresponsabilização, mercandização, e por aí fora, o que fica da nação? O que se poderá legar aos vindouros que seja genuíno e são.
Não há respostas, nem há medidas que não resvalem em confrontos irremediáveis de esquerda e direita de baixo(s) interesse(s). O que vou apontar é alguns aspectos do que se pode ter como marcos da personalidade e composição do povo português (evitando 'clichés' do que se procura identificar como 'portuguesismo', 'portugalidade', 'portuguesia', 'portuqueopartiu').
Será para os próximos.