Teoria a mais - Tempo a menos

Soccer pope pope soccer

    Vou dizer, o que já é agora, um lugar-comum: a Europa está nas lonas. Os países europeus estão todos dominados.

    Enquanto vou adiando os "grandes temas" que me trouxeram aqui, trago aqui coisinhas sobre a decadência e a dominação mundial.

    Tanta coisa que dizem mal do presidente dos EUA, tanto tiro ao lado, e ele lá vai levando a água ao seu moinho, entre avanços e recuos, e críticas indignadas ao estilo e à 'persona', ele come-lhes as papas na cabeça. Claro que há quem goste e apoie, mas os contrários estão à nora, com os efeitos a serem para todos em comum.

    Vou deixar umas achegas àquilo que quereria evitar e que não se discute entre amigos: política, futebol e religião.🥳🤪😬🤫

    Da Política à Finança, da Defesa à Cultura de massas, os EUA têm uma grande influência na Europa, para não dizer, um domínio avassalador. Mas sempre houve alguns domínios (valha a palavra) em que a cultura europeia, grosso modo, tinha pouco a ver com a norte-americana🙅 e estava longe de ser influenciada por esta. Nomeadamente, no futebol, que eles chamam Soccer, e na religião católica ou no papado (mesmo entre protestantes e ortodoxos, e outros, a Santa Sé era uma centralidade europeia para o mundo). 

    Então não é que, duma penada e a pedido, os EUA têm um cidadão a Sumo Pontífice, e organizam um Mundial de Clubes que é divulgado como o Supremo Pontapé-na-bola (para efeitos da discussão dos melhores, parece que esta última competição da época está a ter preponderância).

    Não é que isto me importe ou abale as convicções/convulsões, pois, com as devidas diferenças, tanto a FIFA como a ICAR têm implantação e expansão mundiais, mas é uma observação sobre as estratégias geo-políticas duns, e abananamento geral doutros.

 

    É bem sabido que o papa anterior era sul-americano, mas de uma herança europeia vincada, no fundo, um romano sub-tropical. Mas é a primeira vez que um anglófono americano (mesmo que com raízes diversas), sobe ao trono papal.

    Veja-se lá se na ONU (onde as grandes potências têm um acordo para não indicar cidadãos seus a secretário-geral) não está um português? E na presidência do Conselho europeu não está outro? E mandam o quê? E há dez anos era também um português que presidia à Comissão europeia (ninguém sabe quem foi, pois nem se lembram de que era ele durante a crise do golpe em Kiev - ocorrido enquanto seguiam os JO de Inverno de Sochi, e posterior ocupação da Crimeia - após os JO) e... fez o quê...?! Nada para resolver o que deu no "sarilho" actual.

    E então, para Papa, não poderia estar um falante de português? Por exemplo, do maior país católico do mundo? Pois, pois.

    E por falar nisso, sobre o futebol, de que deixei de querer saber dos meandros, apesar de agora ser ainda mais omnipresente e difícil de evitar (se já era pouco desporto, agora também é menos actividade económica, mas mais veículo de doutrina social e política, e geo-estratégia... para dentro da Europa), eu lembro-me, há uns anos, nos entretantos de 2017, que os EUA falharam "miseravelmente" (na boca da 'media') a qualificação para o Mundial. Onde e quando era? Rússia 2018. 

    Era o último jogo e meteu auto-golo e tudo, contra as enormes Trindade e Tobago. Já lá estava o Trunfo da geo-estratégia.

    Em sentido contrário, no Mundial 94 nos EUA, também houve um auto-golo decisivo a favor da equipa da casa. Se foi casual ou estratégico, não sei, mas no final, foi a tragédia do seu autor, o colombiano assassinado por isso.

 

    E pronto, chega de banalidades. O que eu gostaria era de que a Europa (o conjunto dos países e não a UE) conseguisse resolver a guerra no continente e a crise da imigração, até mesmo com mais ajuda do Papa e do Desporto, e menos Pope AI e Soccer VAR.

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